A vida sem sexo: o que se esconde por trás da abstinência

Dados e estudos revelam que uma parte da população foge do sexo. São pessoas que praticamente nunca tiveram relações sexuais. Nem sempre é uma escolha, nem apenas uma predisposição: às vezes, é uma forma de proteção que nasce de um trauma.

É o que sugere uma pesquisa italiana publicada na revista científica PNAS, corroborada por outras pesquisas. Trata-se de uma minoria significativa, presente em todas as faixas etárias, que raramente aparece no debate público, mas surge nas grandes pesquisas epidemiológicas. Os resultados do estudo mostram um perfil complexo.

Em média, as pessoas que se abstêm do sexo tendem a ter maior escolaridade, fumar e beber menos, mas também relatam mais solidão, mais ansiedade e menor satisfação com a vida. Existe também um fenômeno aparentemente oposto, mas muitas vezes conectado: a hipersexualidade. O consumo compulsivo de pornografia, o uso excessivo de aplicativos de encontros e a busca obsessiva por parceiros podem funcionar como respostas à depressão e a outros sofrimentos emocionais.

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