Turismo regenerativo: mais que viajar, regenerar

Há palavras que anunciam mudanças de época. Durante décadas, aprendemos a falar em “crescimento sustentável”, “desenvolvimento sustentável”, “consumo sustentável”. A própria palavra sustentabilidade tornou-se um mantra repetido por governos, empresas e organizações internacionais. Mas, aos poucos, ela começou a revelar suas limitações. Ser sustentável significa manter. Mas como manter um planeta que já está profundamente ferido e devastado? Como conservar florestas degradadas, rios contaminados, oceanos sufocados por plástico, cidades desumanizadas e comunidades tradicionais ameaçadas de desaparecer?

A nova palavra que começa a ocupar esse espaço é regeneração. A diferença não é apenas semântica. Ela revela uma profunda mudança de consciência. Já não basta impedir novos danos. É preciso reparar aqueles que já produzimos. É nesse contexto que surge o chamado turismo regenerativo. À primeira vista, parece apenas uma nova modalidade de viagem. Na verdade, ele pode representar um dos primeiros sinais visíveis de uma transformação civilizatória muito mais ampla.

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