Vencemos. E agora? Como reaprender a conviver?

Uma democracia não se sustenta apenas pelo voto. Depende também da capacidade de seus cidadãos de reconhecer a legitimidade da divergência, preservar vínculos sociais e resolver conflitos sem transformar o adversário em inimigo.

As urnas encerraram uma disputa institucional, mas certamente não dissolveram as emoções mobilizadas durante a campanha.

Depois da eleição vitoriosa, o que acontece depois, nas famílias, nos grupos de amigos, nos ambientes de trabalho e nas redes sociais? Como continuar compartilhando a vida com pessoas de quem discordamos profundamente?

E as perguntas que teremos de responder não param aí: O adversário virou inimigo? Por que nossas convicções políticas podem se tornar parte central da identidade pessoal? Por que discordar de uma ideia passou, em tantas situações, a significar desqualificar quem a defende? Como o medo, o ressentimento e a necessidade de pertencimento podem alimentar a hostilidade?

Um futuro mais tranquilo e feliz para nossa sociedade depende de como responderemos a essas questões.

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