A revolução silenciosa do feminino que o patriarcado tentou silenciar

O resgate dos valores tradicionalmente atribuídos ao princípio feminino é um dos mais importantes fenômenos socioculturais da atualidade. Mas a reação das próprias mulheres a esse processo é bem complexa e não uniforme. Trata-se de um movimento cultural e psicológico que atravessa política, espiritualidade, comportamento e relações de gênero. Em muitos casos, ele é vivido como redescoberta, em outros como tensão, e às vezes como confusão simbólica. Na psicologia analítica de Carl Gustav Jung, por exemplo, o feminino arquetípico está ligado à anima, ao inconsciente, à fertilidade simbólica e à capacidade de gerar sentido. Muitas mulheres sentem que o mundo contemporâneo – hiper-racional, competitivo e produtivista – perdeu contato com essas dimensões. Mas é inegável a existência de um esforço geral em prol da sua recuperação.

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