O exílio invisível: quando o corpo está presente, mas a alma ausente

Há uma forma silenciosa de exílio que não aparece nos mapas. Não exige travessias nem fronteiras, não produz refugiados visíveis – mas talvez seja a mais comum de todas: viver fora de si. Chamamos isso de rotina, de adaptação, de maturidade. Aprendemos cedo a nos deslocar para caber – na expectativa dos outros, na linguagem social, nas versões aceitáveis de nós mesmos. E, pouco a pouco, essa distância deixa de ser percebida. Tornamo-nos funcionais. E estranhos, inclusive para nós mesmos.

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